Tragédia de Entre-os-Rios tem Arguidos
O juiz de Instrução do Tribunal de Castelo de Paiva decidiu hoje levar os seis arguidos a julgamento para apuramento de responsabilidades. Esta decisão vem no decorrer de um recurso interposto pelo Ministério Público sobre a decisão inicial de arquivamento do processo, que concluia que o acidente se deveu a causas naturais.
Os arguidos já tinham sido pronunciados em Janeiro pelo Tribunal da Relação do Porto onde foi entregue o recurso do Ministério Público, mas seguiram-se uma série de recursos da parte da defesa que foi arrastando o processo até a decisão tomada hoje em castelo de Paiva.
A queda da ponte Hintze Ribeiro – que deu origem à maior cobertura mediática nacional de sempre - ocorreu no dia 4 de Março de 2001, provocando a morte a cinquenta e nove pessoas que atravessavam a ponte no momento do desastre num autocarro e três carros ligeiros. Trinta e seis dos corpos não chegaram a aparecer.
No inquérito às causas do acidente foram constituídas arguidas vinte e nove pessoas, entre elas vários areeiros responsáveis pela extracção de areias junto da ponte e o antigo presidente do Instituto de Navegabilidade do Douro.
Depois de ficar isolada pelo rio, a cidade de Castelo de Paiva inaugurou um ano depois, em Maio, a nova ponte Hintze Ribeiro sobre a qual foi colocado um monumento em memória das vítimas da tragédia. “Anjo de Portugal” é o nome da escultura de Henrique Coelho.

